| A WEB É MELHOR PARA OS IDIOTAS | for everyone |
Para alguns, as opiniões deste homem são apenas a prova de seu narcisismo e megalomania. Ainda assim, acho que ele levanta pontos interessantes sobre Ética e Informática... Um assunto delicado e que merece ser pensado. A reportagem é de Peter Moon e foi publicada na Revista Época desta semana.
ENTREVISTADO - LEE SIEGEL
QUEM É - Ensaísta e crítico cultural
ONDE ESCREVE - Los Angeles Times, New Yorker, Slate, The Atlantic Monthly, The Nation, The New Republic, The New York Review of Books, The New York Times
O QUE PUBLICOU - Love in a Dead Language (2000), Who Wrote the Book of Love? (2005), Falling upwards (2006), Not Remotely Controlled (2007), Against the Machine (2008)
ÉPOCA – Por que escreveu o livro?
Lee Siegel – Em 2006, eu assinava um blog na New Republic quando uma seção da revista começou a publicar comentários anônimos, tais como “Siegel entrou no santuário de muitas pessoas, mijou nas urnas e pôs seu pênis no altar”, “Siegel é um retardado mongolóide” e “Siegel quer f... uma criança”. Acusaram-me de pedófilo! O pior é que tudo o que cai na web fica na web para sempre! Indignado, pedi aos editores para retirar aqueles comentários. Ninguém me escutou. Resolvi usar um pseudônimo para combater meus críticos. Com a suspensão do blog, decidi escrever a crítica à internet que desejava publicar havia anos.
ÉPOCA – Algo mudou de lá para cá?
Siegel – Não. Em abril, dei uma palestra no Google contando toda a história. Dez dias depois, um blogueiro anônimo voltou a s me chamar de pedófilo. Isso precisa parar. Francamente, apesar de ser jornalista e acreditar na liberdade de expressão, sou a favor de ações legais para acabar com essa forma de insulto anônimo.
ÉPOCA – O que deve mudar na rede?
Siegel – Ela precisa ser menos comercial. Os sites devem vigiar e proteger seus usuários contra abusos de terceiros, que fazem uso do anonimato para postar mensagens ofensivas. A web precisa mudar, criar um tipo diferente de cultura, no qual as pessoas não colecionem amigos como se fossem objetos. Precisa ser um lugar mais humano, que crie mais sentido na vida das pessoas.
ÉPOCA – Após 15 anos de popularização da internet, quais são seus prós e contras?
Siegel – No campo dos prós, eu salientaria as pessoas talentosas que não estão nos meios de comunicação. Elas agora têm voz e um meio para transmiti-la. Conseguem contornar as grandes vias de expressão como as redes de TV, as editoras e as gravadoras. Isso é muito bom. Do lado dos contras, a rede encoraja as pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça, encoraja as mais baixa formas de expressão, como a crueldade, a banalidade e a mentira. Ela encoraja a autopromoção. A internet está acelerando a “comoditização” da vida privada, tornando a vida das pessoas um objeto de consumo.
ÉPOCA – A web realizou sua promessa libertária original?
Siegel – Não. Existem tantas vozes ressoando ao mesmo tempo. Não há liberdade, o que existe é anarquia. As vozes mais poderosas, sonoras e agressivas sufocam as mais sensíveis, razoáveis e sensatas. Não consigo imaginar um romance como Os Dublinenses, de James Joyce, obtendo sucesso na internet. Ou Kafka, ou Rimbaud, ou qualquer artista introspectivo e cheio de personalidade. A grande verdade é que a internet é melhor para os provocadores e para os idiotas, infelizmente.
ÉPOCA – Se a promessa libertária não se realizou, então o mercado dominou a web?
Siegel – Claro. O admirável mundo novo da internet, que seria uma alternativa para a mídia convencional, tornou-se uma nova forma de anarquia. Hoje, temos grupos como o Google, a Microsoft e o Yahoo!, ou Rupert Murdoch, o dono da News Corp., que comprou o MySpace. Ao comprar todos esses blogs e redes sociais, Murdoch e o Google estão, literalmente, comprando a vida empacotada das pessoas. Eles têm acesso a nossos pensamentos íntimos, que repassam para marqueteiros.
“Os blogs são como o espelho de Narciso. Na tela do pc,
as pessoas vêem o reflexo da própria perdição”
ÉPOCA – O senhor é contra o Google?
Siegel – Ele é assustador. O negócio do Google é comprar a alma das pessoas para depois vendê-la. O Google criou e domina a cultura dos sites de busca. Ele controla a relação entre o indivíduo, as empresas e o mercado. Seu negócio é virar as pessoas do avesso, expondo seus desejos mais íntimos para o mercado explorá-los e lucrar com eles. É terrível. Se eu fosse um neomarxista, e talvez o seja, diria que estão usando os mecanismos da democracia para criar uma forma autoritária de cultura, dominada e ditada pelas grandes empresas.
ÉPOCA – Os jovens trocaram os livros pela web. Isso é ruim?
Siegel – Em uma sociedade de massas existe um grande número de pessoas que parecem ter uma boa formação educacional, mas na verdade não têm. Há muita gente com diplomas universitários ou mesmo títulos mais impressionantes que não é mais culta que pessoas que não tinham diploma há cem anos. Não é surpresa que os jovens não leiam livros. A internet facilita o abandono da cultura impressa e torna mais fácil fazer da distração uma nova forma de disciplina. A internet é uma criação da cultura do entretenimento. Ela força a marginalização da cultura impressa, da reflexão e dos espaços de contemplação passiva de nossa vida.
ÉPOCA – O senhor alerta para o surgimento de uma sociedade isolada pelos computadores...
Siegel – Em relação ao efeito isolante da computação, quero dizer que, nos últimos 30 ou 40 anos, os americanos vêm progressivamente mergulhando num grande culto narcisista. Quando se chega ao ponto em que o indivíduo é elevado acima da sociedade, satisfazer as necessidades individuais torna-se mais importante que tentar criar relações com o próximo. A internet é o primeiro meio anti-social criado para o indivíduo anti-social. Ele está sozinho numa sala, na frente do computador, fazendo tudo o que antes requeria encontrar ou falar com pessoas, como fazer compras, reservar uma mesa no restaurante, encontrar uma namorada, se relacionar com amigos ou até fazer sexo. Pela primeira vez, pode-se obter aconselhamento médico sem consulta! É uma revolução nas relações sociais.
ÉPOCA – No livro, o senhor usa o termo Homo interneticus. Quem é ele?
Siegel – Usei esse termo para definir um novo tipo de personalidade, de alguém que não tem necessidade de outras pessoas. Creio que todos nos tornamos um pouco assim porque estamos ficando isolados devido a nossas engenhosas tecnologias de isolamento. Acho que estamos nos tornando mais impacientes uns com os outros e menos tolerantes com problemas de relacionamento com outras pessoas. Um reflexo disso é o empobrecimento da ficção e da dramaturgia nos Estados Unidos. Há cada vez menos gente que saiba como escrever sobre a vida com outras pessoas.
ÉPOCA – A China tem mais de 73 milhões de blogs. Quem os lê?
Siegel – Quem lê essas coisas? Ninguém. Pode-se argumentar que os blogs são uma forma saudável de expressão para quem não tem outro lugar para exteriorizar seus sentimentos a não ser esse vazio eletrônico. Por outro lado, essa tecnologia faz com que as pessoas se aprisionem em fortalezas construídas com suas próprias palavras, tornando-se narcisistas. A tela de computador é o espelho de Narciso, onde as pessoas vêem o reflexo da própria perdição.
ÉPOCA – Se tivesse o poder de mudar uma única coisa na web, o que seria?
Siegel – Proibiria as pessoas de usar pseudônimos. Eu as obrigaria a escrever o próprio nome e a sustentar suas afirmações.
Mais Informações:
Em setembro de
A revista época pode ser lida online no seguinte endereço: http://revistaepoca.globo.com
alexiskauffmann wrote today at 3:07 PM Para começar... "Ensaísta e crítico cultural" Isto é profissão? Melhor seria se tivesse escrito: "vagabundo". Mas, vamos lá. "Indignado, pedi aos editores para retirar aqueles comentários. Ninguém me escutou." Retirar comentários é anti-web. Como "bom" jornalista, preza demais o monopólio da fala para suportar a crítica da comunidade internética. "Francamente, apesar de ser jornalista e acreditar na liberdade de expressão, sou a favor de ações legais para acabar com essa forma de insulto anônimo." Ou seja, liberdade de expressão só é boa quando é a favor dele. "A web precisa mudar, criar um tipo diferente de cultura, no qual as pessoas não colecionem amigos como se fossem objetos. Precisa ser um lugar mais humano, que crie mais sentido na vida das pessoas. " Nos jornais, as pessoas não fazem amigos, nem como objetos. Apenas ouvem o monólogo de panacas como ele. A imprensa também não cria sentido na vida de ninguém. Apenas enfia opiniões distorcidas por interesses comerciais goela abaixo. "Do lado dos contras, a rede encoraja as pessoas a dizer o que lhes vem à cabeça, encoraja as mais baixa formas de expressão, como a crueldade, a banalidade e a mentira. Ela encoraja a autopromoção." Ou seja, a internet encoraja a concorrência direta com os colunistas de meios de comunicação. "A internet está acelerando a “comoditização” da vida privada, tornando a vida das pessoas um objeto de consumo." A imprensa sempre fez isso. Os jornalistas são os primeiros a transformar vidas em objeto de consumo, a começar pelas celebridades em geral, políticos e pessoas acusadas de crimes. Quanto tempo até a mãe da Isabela Nardoni virar capa da Playboy? "Claro. O admirável mundo novo da internet, que seria uma alternativa para a mídia convencional, tornou-se uma nova forma de anarquia". Exatamente! Não tem xerife! Viva a anarquia! Aqui, o seu currículo não vale nada, você vale pelo que diz! "Hoje, temos grupos como o Google, a Microsoft e o Yahoo!, ou Rupert Murdoch, o dono da News Corp., que comprou o MySpace. Ao comprar todos esses blogs e redes sociais, Murdoch e o Google estão, literalmente, comprando a vida empacotada das pessoas. Eles têm acesso a nossos pensamentos íntimos, que repassam para marqueteiros. Se eu fosse um neomarxista, e talvez o seja, diria que estão usando os mecanismos da democracia para criar uma forma autoritária de cultura, dominada e ditada pelas grandes empresas." E o grande pecado dessas corporações é não fazer isso através do Los Angeles Times, New Yorker, Slate, The Atlantic Monthly, The Nation, The New Republic, The New York Review of Books, The New York Times, ou seja, das MEGACORPORAÇÕES CAPITALISTAS DE COMUNICAÇÃO em que ele trabalha! Vai ser cínico assim lá na PQP. "Não é surpresa que os jovens não leiam livros. A internet facilita o abandono da cultura impressa e torna mais fácil fazer da distração uma nova forma de disciplina. A internet é uma criação da cultura do entretenimento. Ela força a marginalização da cultura impressa, da reflexão e dos espaços de contemplação passiva de nossa vida." Ou seja, a internet ajuda a preservar nossas florestas ao reduzir drasticamente a cultura do papel. E as pessoas não ficam contemplando passivamente as besteiras que os jornalistas escrevem, elas interagem com os textos e os criticam! "A internet é o primeiro meio anti-social criado para o indivíduo anti-social. Ele está sozinho numa sala, na frente do computador, fazendo tudo o que antes requeria encontrar ou falar com pessoas, como fazer compras, reservar uma mesa no restaurante, encontrar uma namorada, se relacionar com amigos ou até fazer sexo. " Não, não é! Antes da internet veio a TV, como antes dela veio o rádio, a revista, o jornal. As pessoas, lendo jornal, estão sozinhas, na sala, sentadas na poltrona, lendo mentiras e xingando o governo, sendo que seu xingamento não tem a menor chance de ser ouvido. "Quem lê essas coisas? Ninguém." Blogs são coletivamente mais lidos do que quaisquer sites de notícias. Aí, une-se a mentira deslavada, típica de jornalista tradicional, ao preconceito para formar um argumento. Em resumo, esse cara não passa de um mais um pedófilo que não merece ser chamado de retardado mongolóide para não ofender as pessoas portadoras de necessidades especiais. |
arabesc wrote today at 8:31 PM Oi, Kauffmann! Adorei seus comentários. Adoro comentários longos! Olha, vou dizer o que acho... de coração. O cara se expressa muito mal rsrsrs O tema é assaz importante - internet e ética. E realmente a ética anda um pouco de fora... pessoas criando textos e colocando a falsa assinatura de escritores famosos(isso pode ter péssimas consequências para alguém que trabalha com a escrita), espalhando boatos acerca de pessoas públicas. Enfim, são situações embaraçosas e apontam para a necessidade da criação de leis e de um aumento de controle. Mas se aumentamos o controle da forma errada corremos o risco de criarmos uma didatura! Daí estamos num impasse. Como evitar a proliferação de sites de conteúdo nazista, pedofilia, racismo, aqueles que incentivam os jovens ao suicídio? Não podemos evitar. Temos que melhorar é o mundo real e não o virtual. Criar o discernimento, bom senso, ética e educação. Assim é que eu penso. Mas claro que a fiscalização - com base no que já existe na lei e do aprimoramento desta - tem que melhorar. Porque há casos em que realmente o que ocorre ali é um crime e não dá p/ disfarçar. Agora no que se refere ao entrevistado em questão... realmente ficou à beira da infantilidade. Todo o tempo ele se cita como exemplo... não foi capaz de mencionar nenhum caso efetivamente mais grave (como os homicídios planejados via Orkut, o suícidio online de um jovem de 16 anos há uns 6 anos aqui no Brasil, as redes de tráfico de drogas raras, dentre outros) Uma questão levantada de que gostei foi a do anonimato e aí a internet vira um paradoxo - as pessoas são mais anonimas, surgem os insultos sem assinatura, mas ao mesmo tempo nunca vimos tanta exposição pública... em fotologs, chats, multiplys... contradições da vida online. Graças à internet temos hoje um acesso muito mais amplo à cultura. Imagina - temos bibliotecas virtuais. Isso é maravilhoso! Graças à internet lemos mais, temos mais acesso à informação e à cultura. Podemos acessar bancos de teses, museus virtuais, podemos sim pesquisar sobre doenças (embora alguns médicos ainda não tenham percebido em suas fardas conservadoras que terão de se adaptar a esta nova realidade, em que será preciso cada vez mais parar de falar difícil e escrever em letra garrancho). Agora quem cria a demanda para a bobagem é o mundo em que vivemos, a TV, a superficialidade das relações, a coisificação do ser humano, a chamada "bundalização". E ao contrário da TV, a internet ainda oferece o mínimo de interação. Mesmo que seja artificiosa. Hoje mesmo li um blogue de uma professora de danças árabes reclamando dos comentários anônimos, das pessoas que a criticavam sem mostrar a cara. Daí tentei mostrar a ela o que eu penso, pelo que vi e vivi deste meio (embora muito mais como pesquisadora e sem envolvimento de bailarina profissional - detesto dançar em público e só ensino para quem é amigo, por hobby) - que a dança do ventre no Brasil é um nicho comercial pequeno, onde todo mundo se conhece. Sabe aquela coisa de cidade pequena? Sempre há alguém disposto a falar mal, a Dona Marocas... e ali é preciso puxar muito o saco de todo mundo para estar "bem na fita" (agora "bem no DVD", malditas expressões linguísticas que caducam rsrs) e opiniões dissidentes não têm vez. Ou seja - o que está acontecendo ali é muito mais um reflexo do que existe no mundo do que culpa da internet. Só que está na hora de todo mundo entender que pensar é discordar. Um dos preceitos básicos da filosofia ocidental - duvido (discordo, desconfio),logo, penso - é tratado como se fosse uma grande inovação. Pelo visto o nosso pensamento não está avançando tanto quanto as novas tecnologias... e isso sim é que me dá medo. Muito bom conversar com vc! E por via internet, tá vendo? :-) Tudo de bom. |
arabesc wrote today at 8:37 PM alexiskauffmann said Blogs são coletivamente mais lidos do que qualquer sites de notícias. Aí, une-se a mentira deslavada, típica de jornalista tradicional, ao preconceito para formar um argumento. ![]() Essa é uma outra questão... o jornalismo terá de se adaptar... pq do jeito que está, realmente não está mais dando. Pq hoje em dia uma pessoa prefere ler um blogue de um economista para saber de economia, um blogue de um professor para saber sobre cultura, um blogue de um advogado e por aí vai. Mas jornalistas ainda se mantêm no corporativismo, tentando proibir o resto do mundo de produzir opinião, mas enquanto não se prontificarem a eliminar a plantação de abobrinhas que eles mesmos vêm produzindo, realmente a coisa vai ficar feia p/ o lado de lá... bj grande. |
alexiskauffmann wrote today at 8:58 PM arabesc said Uma questão levantada de que gostei foi a do anonimato e aí a internet vira um paradoxo - as pessoas são mais anonimas, surgem os insultos sem assinatura, mas ao mesmo tempo nunca vimos tanta exposição pública... ![]() Ora, como você mesma disse, o problema está do lado de fora. Isto aqui é um espelho da humanidade. Se há muitos insultos, é porque há uma grande necessidade de insultar! O insulto é o resultado de uma frustração, de irritação, de raiva, de ódio. Se aparecem insultos em grande quantidade no seu monitor, é porque há raiva, ódio, irritação na mesma proporção do outro lado do monitor. Quebrar os espelhos nunca foi solução para os problemas do mundo. As ditaduras fazem isso: quebram os espelhos, instalando censura a toda manifestação de pensamento que contradiga a imagem que tem de si mesmas! Todo ditador se acha um democrata, um déspota esclarecido, alguém dotado de sabedoria superior... Dói descobrir que há pessoas que não concordam com isso! A profissão de jornalista é que está na berlinda com a internet. É uma profissão que se ergueu sobre a base da arrogância, da mentira, do monólogo, da dissimulação... E, de forma esquizofrênica, sobre uma auto-imagem de "defensores da democracia", "quarto poder", "guardiões da probidade", "fiscais do poder público"... Basta ler o "Observatório da Imprensa" para ver que o que eles dizem sobre si mesmos e sobre a profissão não tem rigorosamente absolutamente coisa alguma a ver com o que eles fazem! A crítica moralista de convento de Alberto Dines aos "erros" da imprensa é cômica, justamente porque supõe como "erros" as práticas corriqueiras que constituem o fundamento da profissão! O que todo órgão de imprensa deseja é ver prevalecer a sua interpretação dos fatos. O compromisso do jornalismo não é, e NUNCA FOI, a verdade, mas a interpretação que melhor atende ao interesse do dono do jornal. O que a blogosfera faz é transformar cada Zé e José em dono de jornal. Cada um pode lutar à vontade pelo mesmo objetivo - distorcer a verdade de acordo com os próprios interesses, sem prestar contas ao patrão, ao editor, ao anunciante. Em uma palavra: eles não toleram concorrência. Se o jornalismo-profissão morrer amanhã, terá um velório vazio. |
alexiskauffmann wrote today at 9:07 PM, edited today at 9:08 PM Um lado ruim da democracia da web, que o idiota acima não comentou, é o de que todo Zé e José pode se transformar em um censor em potencial... Basta uma denúncia, na maior parte das vezes anônima, para que sua mensagem, seu perfil, seu conteúdo, seja inteiramente apagado pelo dono do serviço, sem direito a apelação, a bom-senso ou a direito! Isso sim é perigoso porque, como teria dito o vice-presidente Pedro Aleixo ao General Costa e Silva, o problema do AI-5 não é o excesso de poder nas mãos do presidente... Mas o excesso de poder nas mãos do guarda da esquina! Na web atual, já há uma quantidade imensa de guardas da esquina policiando o comportamento dos outros, denunciando perfis e banindo contas sem fundamento algum, apenas por revanchismo, preconceitos ou outros interesses menores... Isto sim é um problema GRAVE. Receber um xingamento por uma postagem é o menor dos males, a exaltação faz parte de todo debate. Mas ser banido de um grupo por causa de suas posições um debate é um problema político grave que, este sim, deveria ser discutido e não foi! |

Blogs são coletivamente mais lidos do que qualquer sites de notícias. Aí, une-se a mentira deslavada, típica de jornalista tradicional, ao preconceito para formar um argumento. 

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