Precisa otimizar seu site?

Quer mais visitas para seu site? Fale com a Rede Gehspace.com!
Contato: Alexis Kauffmann
E-mail: leh@gehspace.com
Skype: alexis_kauffmann
MSN: alexis_kauffmann@hotmail.com
G-Talk: alexiskauffhellmann@gmail.com
Yahoo Messenger: midiageh@yahoo.com.br
Site: http://redegehspace.gehspace.com/

Sábado, 13 de Outubro de 2007

Força de Paz





Se você acha que é exagero, assista ao vídeo quantas vezes for necessário para parar de negar a realidade.

Não é força de expressão, não é metáfora. É cidadão brasileiro trocando tiros de fuzil e jogando granadas em cidadãos brasileiros.

É guerra civil. Aberta, declarada, sem meias-palavras.

Deixe os eufemismos e os sociologismos de lado. Simplesmente, olhe e veja. Não interprete o que está vendo, simplesmente deixe seus olhos falarem.

Se você olhar por tempo suficiente, com a mente aberta, seu cérebro vai chegar à conclusão inevitável: o Rio de Janeiro precisa de uma intervenção da ONU. De uma Força de Paz Internacional, para obrigar o cessar-fogo, o fim das hostilidades, o desarmamento geral e uma solução negociada, humanitária e definitiva para as populações faveladas do Rio de Janeiro.

E quem vier com patriotada do tipo "soberania nacional", pode calar a boca, porque patriota de verdade não assiste passivamente à morte de seus compatriotas em uma guerra civil.

Nesse caso, como em tantos outros, o discurso nacionalista é o último refúgio dos canalhas, coniventes, comparsas e beneficiários da desgraça coletiva. A eles, o meu desprezo

8 comentários:

marta disse...

Vivemos sim numa guerra civil. Falo isso há algum tempinho já e as pessoas me olham como se eu falasse alguma coisa natural.
Não sei se é caso para ONU, pois, na verdae, nossos governos não fazem nada para melhorar a situação. Não há comando contra a violência, contra traficantes, contra milícias, contra a corrupção policial (quase todo batalhão de Caxias foi preso por isso) etc. Gostaria de pelo menos ver alguma tentativa efetiva, algum programa real de combate ao crime antes da ONU chegar.
Complemento seu último parágrafo com mais uma coisinha: conformismo.

Alexis Kauffmann disse...

Eu também não sei. Só que a gente precisa propor alguma coisa concreta. Quando jogo essas idéias aqui, estou tentando sacudir o marasmo das discussões sem propostas, da lamentação infinda, inútil, estéril. Se é caso para ONU, eu não sei, repito, mas não dá para ficar indiferente à visão de brasileiros trocando tiros de fuzil com outros brasileiros como parte de suas atividades cotidianas.

Doce Joice disse...

Ver é fácil difícil é acreditar no que se vê. Essa realidade é tão próxima mas até que uma bala perdida nos encontre nós sempre iremos achar que nunca vai acontecer. Essa semana um amigo do meu namorado morreu fruto dessa violência. Nessas horas que a gente acorda pra realidade das coisas. Ouvir tiros se tornou um hábito quase que inquestionável...
O pior de tudo é a sensação de mãos atadas!
então... que venha a ONU!

WalterLeis disse...

Acho que tudo é muito complexo, não há solução simplista como chamar qualquer órgão internacional, pode parecer, pra nós mesmos, que estamos entregando a nossa batata quente pra alguém de fora resolver. A ONU, que não resolveu nada no Iraque. Os EUA, que mandam na ONU e não resolveram nada em tantas guerras militares, paramilitares ou civis mundo afora? Aqui tá tudo errado. Desde a consciência do voto, que elege qualquer um, que vota em qualquer lei de interesse próprio, via lobistas, que elegem governos, que protegem políticos que indicam delegados e comandantes de batalhão, que criam filhos que compram drogas, que viram pais que compram drogas, que subornam policiais que nao ganham pra matar, quanto mais pra morrer, que vendem armas, que matam policiais, filhos, pais, políticos, eleitores, matam uma nação. A solução é educar, pra mudar tudo. Isso demora, mas tem que começar. Os pais, que eduquem os filhos, que virarão pais, políticos, governadores, comandantes, moradores de comunidades, cidadãos que, um dia, poderão construir uma nação. Acho complexo, mas a mudança sempre começa em casa, dentro da nossa cabeça, com as nossas atitudes. Isso também demora.

Carina Andion disse...

É verdade... Nossa cidade está um caos.

p.s: as vaquinhas fazem sucesso. Oq tem de gt fotografando....rsrs

filipe sette disse...

Eu só me pergunto onde isso vai parar...

Alexis Kauffmann disse...

Walter, tudo demora demais, para quem está com a cabeça abaixada esperando pelo ricochete. Todas essas reformas precisam ser feitas, sim, mas é preciso também adotar medidas de cunho emergencial para desarmar as favelas e ocupá-las, civil e militarmente.

Sim, no topo dos morros, é preciso haver quartéis da PM, mas também dos Bombeiros, unidades da Defesa Civil, da Vigilãncia Sanitária, com viaturas e helipontos a postos para responder a qualquer emergência em qualquer ponto da cidade.

O terreno elevado é privilegiado, é estratégico, precisa ficar nas mãos do Estado, não do estado paralelo.

Boa parte das residências precisa ser removida, pois representam risco constante de desabamento. Também é preciso reflorestar os morros, melhorar as vias de acesso e ocupá-los com os outros braços do poder público: delegacias de polícia, juizados especiais, cartórios, postos-de-saúde, escolas de ensino fundamental, enfim, há muitas coisas práticas a fazer, que teriam efeito imediato na redução dos índices de criminalidade.

Pergunto-me quantas favelas poderiam ser extintas ou remodeladas com o dinheiro que foi "investido" no Pan.

WalterLeis disse...

Sem querer ser desgraçadamente do contra, só tentando ampliar mais esse tema, será que é mais "barato" consertar tudo isso, a partir desses exemplos coerentes, ou negociar diretamente com a operação do tráfico uma corrente de votos ou favorecimentos? Não que se faça, mas hipoteticamente, caso se fizesse isso... Será que uma comunidade assustada e coagida não teria o mesmo papel de uma população oprimida pela ignorância, ou seja, se abster do direito de pensar, quanto mais de agir ou reagir? Será que tem a ver com voto, dinheiro, poder? Será que consertar "só resolve", mas não "facilita"?

Eu não acredito mais em Copa do Mundo. Tudo pra mim é um circo, feito pra divertir as pessoas, com resultados combinados, igual a selecionar esse ou aquele vencedor da Megasena.

Será que é tão difícil "consertar" ou tomar medidas emergenciais como as citadas, pra endireitar as coisas? Porque não se fazem coisas como a citada ocupação social da favela? Será que sou um descrente irrecuperável? Não acredito em mais nada, em mais ninguém. Não acredito no político eleito, no jogador de futebol careca, no corredor de fórmula 1 que não pontua, no policial que nao policia, no bombeiro, no pedreiro de obra, no guardador de carro, no pivete, no Bope, no Movimento, no roteirista do filme,... pra mim tudo é um circo e o palhaço ainda por cima sou eu.

Será que meu ídolo agora vai ter que ser o Diogo Mainardi?